segunda-feira, 7 de maio de 2018

JAPI: NARRATIVAS LOCAIS


8.2.13 A cruz do negro

Encontra-se a oito quilômetros da cidade de Japi, a “Cruz do Negro”. Ela fica debaixo de um pé de umbu e foi posta por parentes de um senhor que ali foi morto.
Esse foi o primeiro homicídio que se tem notícias na localidade de Japi. Segundo o senhor Bajau, o homem que foi morto debaixo desse pé de umbu estava sendo acusado de ter roubado um fazendeiro lá na região da Paraíba. Ele estava acompanhado de outras pessoas, mas, na hora em que foi alvejado com tiros de rifle, os seus companheiros escaparam de mata adentro.
A cruz que puseram debaixo do umbuzeiro ficou como um ponto de referência para as pessoas que ali passavam. Inclusive para alguns caçadores, que começaram a chamá-la de “Cruz do Negro”.


8.2.9 A noite de terror nos ouvidos
                    
Na primeira noite em que os telefones DDD começaram a funcionar em Japi, nas casas as quais havia telefone, ninguém conseguiu dormir. Tudo porque nos orelhões da cidade, durante toda a noite, ficaram muitos meninos, moças e rapazes aos arredores dos aparelhos, discando os números de todos os telefones das residências que eles conheciam.


8.2.10 O frei que desenfreou o bêbado

Há vários anos atrás, as procissões eram realizadas fazendo um trajeto que começava próximo à segunda casa que foi feita por João Batista Confessor, desciam pela atual Rua Mãe Biana, seguindo em direção ao Rio Jacu, até próximo à baraúna velha, depois iam até o cemitério e voltavam para o local de onde tinha saído.
Segundo o saudoso Leôncio Miguel, Antônio M. da Costa gostava de beber um “pileque” de cachaça. E as pessoas daquela época diziam que quando Antônio bebia, poucas pessoas suportavam ficar perto dele. Certo dia aconteceu uma procissão na qual estavam presentes Frei Damião e seu companheiro Frei Antônio. O bêbado Antônio M. da Costa, depois de perturbar muito os dois missionários, recebeu um bom sopapo do Frei Antônio.  A pancada que o frei deu foi tão violenta que o pobre bêbado foi cair longe. Fato que muitas pessoas presenciaram. Desse dia em diante, nunca mais Antônio Miguel, quando estava bêbado, foi perto de um padre.




8.2.16 O misterioso advento dos preás

Isso ocorreu em 1985/1986 no município de Japi. A grande safra de preás que atingiu a nossa região. Interessante é que até hoje ninguém sabe explicar o porquê de ter acontecido isso. Mas, muitas pessoas realmente vivenciaram esses fatos. Lembro-me muito bem desse fato porque eu mesmo pude constatar. Nessa época, era comum sair uma, duas, ou mais pessoas para caçarem e não precisavam ir muito longe. Em poucas horas, matavam muitos preás. Interessante é que as pessoas mais velhas que viveram nesta localidade dizem que nunca viram tantos preás durante toda a sua vida como naqueles anos. Dizem que nesse ano matavam preá até de vara. Impressionante é que junto com os preás vieram muitas cobras. E, como todos sabem, nem uma das duas espécies voam. E como vieram? 



8.2.3 Dois comilões

Nelson Lopes Pimenta e Pedro Lopes Pimenta eram conhecidos na cidade de Japi como homens muito comilões. Quando se trata de comer, eles não obedecem a nenhuma dieta, mesmo que lhes custe a própria vida. Vejam as histórias que eles mesmos contam.

                
Comeu maxixe por batata

Encontrava-se enfermo Nelson Lopes. E mesmo gostando muito de maxixe, ele foi orientado a não comê-lo, por causa da enfermidade. Porém, mesmo assim, ele comia um prato cheio de maxixe, dizendo: “Estou comendo batata”. E assim ia comendo tudo que encontrava pela frente.

         
Não como porco, como porca

O médico passou uma dieta para o senhor Pedro Lopes, proibindo ele de comer carne de porco. Então, Pedro foi à feira de Santa Cruz, comprou 2k de carne de porca, voltou para casa e mandou cozinhar a carne. E depois de comer até doer à barriga, saciando toda a sua vontade, zombava do médico dizendo: “Ele me proibiu de comer carne de porco, mas comi carne de porca”.






Essas e outras Histórias sobre a nossa cidade você encontra no Livro: JAPI TERRA QUERIDA, EM FATOS E FOTOS.

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Livraria Felix, Rua Manoel Medeiros;
Residência do Autor, Rua Manoel Medeiros, Nº59; Telefone: 98754-3576
Blog Japi em Foco, Rua Clara Nunes, 75;
Blog Joabson Silva, Madrinha Salvina;
Em Santa Cruz, você irá encontrar:
 Na livraria Educativa, na Praça Coronel Mergelino, centro.