terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Joaquim Anselmo Pinheiro, patriarca da família Pinheiro em JAPI

O TEXTO A SEGUIR FOI EXTRAÍDO DO LIVRO JAPÍ, TERAQUERIDA em fatos e fotos, que segundo o autor, Edson Batista dos Santos, a editora colocará a obra à venda a partir do dia 12/01/2018. Esse livro tem uma linda capa, um material de primeiro mundo e 400 folhas. Acredito que para os japienses, dois livros não poderão faltar em sua casa: a bíblia sagrada e o livro: JAPI, TERRA QUERIDA em fatos e fotos. Telefone: (084) 8864-0788.
                                                                                                                                                  


Construtor da Capela da fazenda Santa Rita no sítio Salgado, município de japi/RN


Marciano Batista de Medeiros, no seu livro “Luiz Pinheiro: um homem solidário”, faz as seguintes transcrições das palavras proferidas por Luiz Pinheiro sobre seu pai, Joaquim Anselmo Pinheiro, e seus descendentes:

O patriarca da família Pinheiro, Joaquim Anselmo Pinheiro nasceu em 21 de abril de 1847 e faleceu em 18 de outubro de 1926, com 79 anos e meses. Ele era filho de Manoel Inácio Pinheiro de Lima e Izabel Ferreira de Lima. Foi em uma propriedade nas imediações entre Currais Novos e Acari. À família, juntou-se uma tia, não sei se era irmã do meu pai ou de minha avó. Sei que os meus avós morreram e essa freira veio morar em Serra de São Bento, e meu pai chegou com ela. Tal irmã religiosa morreu; meu pai ficou em Serra São de Bento, comprando uma propriedade no Sítio Cruz. Ele tinha casado duas vezes no Seridó e seus primeiros filhos foram: Manoel Evangelista Pinheiro, mais conhecido por seu Né, Jeremias Pinheiro, Joaquim Anselmo Pinheiro Filho, conhecidos por coronel Quincó, Antônio, Lindolfo e Augusto. Após novamente enviuvar-se, ele se casou pela terceira vez, com uma moça de São Bento, da família Carlos, que foi a maior família dele, pois nasceram mais de vinte filhos; ao todo foram quarenta e nove. Paulina era filha de Pedro Carlos Limeira e de D. Ana Generosa Limeira (MEDEIROS, 2005, p. 31).

Medeiros (2005, p. 32) também afirma que esteve na casa de Olavo Pinheiro, que fica em Natal, quando se constatou que Luiz estava certo:

Olavo acrescentou outras informações sobre Joaquim Anselmo. Por exemplo, Joaquim Anselmo saiu do Seridó fugindo da seca de 1877. Morou uns tempos em São José de Mipibu/RN, de onde partiu para Serra de São Bento/RN. Ao chegar ao Sítio Cruz, ele conheceu sua terceira esposa, que se chamava Paulina Generosa do Amor Divino. Paulina estava com 15 anos de idade quando foi cortejada por Joaquim Anselmo, e tal atitude despertou uma intriga com aquele que seria seu futuro cunhado. Alguns familiares achavam absurdo que um homem, duas vezes viúvo, com muitos filhos, propusesse matrimônio a uma jovem; mesmo assim, o matrimônio aconteceu em 1884. Jurandir Pinheiro relatou que a terceira viuvez de Joaquim Anselmo aconteceu em 1911. Paulina Generosa do Amor Divino Pinheiro veio a falecer por complicações no parto do seu último filho. Eloi Pinheiro, conforme relato de Mauro Pinheiro, nasceu em 1907, depois dele houve mais dois filhos que morreram. No ano seguinte, teve seu último casamento com Ester Teixeira de Pontes Pinheiro (este ficou sendo seu nome de casada). Irineu Pinheiro mencionava que Manoel Inácio Pinheiro de Lima faleceu de uma doença conhecida pelo povo como “bexiga verdadeira”. Já o primeiro casamento de Joaquim Anselmo teria ocorrido quando ele tinha apenas 18 anos, esclareceu Mauro Pinheiro. 
                                                                
Com base em documentos e dados familiares, Joaquim Anselmo veio para o Salgado em 1887, trabalhando como vaqueiro por nove anos, para o major João Gomes, que morava em Araruna/PB. Depois de ter economizado alguns recursos, ele pôde comprar a fazenda Santa Rita onde passou seus últimos anos de vida.
Joaquim Anselmo Pinheiro casou quatro vezes e a sua última esposa, Ester, a mãe de Luiz Pinheiro, era uma mulher muito católica e, quando ela enviuvou, estava com 42 anos de idade. Ester jamais esmoreceu, criou os filhos com toda dedicação e nunca faltou um professor para ensiná-los. Ela possuía um livro sobre homeopatia e prescrevia remédios para o povo, feitos à base de plantas medicinais. Ester Pinheiro terminou sendo parteira, “pegando menino” e foi bem-sucedida, porque nunca houve um caso de morte em numerosos partos que fez. Com mais de 80 anos, ela morreu em Nova Cruz, onde morava com o filho Sebastião Teixeira Pinheiro (MEDEIROS, 2005, pp. 37-38)
O velho Joaquim Anselmo, patriarca da família Pinheiro, gerou uma descendência composta por 49 filhos. Naquele tempo, final do século XIX e começo do século XX, as oportunidades de estudos em escolas eram raras. Aqueles melhor aquinhoados pela fortuna investiam grandes somas do patrimônio econômico no aprimoramento intelectual dos filhos. Além dessas dificuldades e do excessivo número de descendentes gerados por Joaquim Anselmo, existia também a escassez de professores. Mesmo enfrentando tais obstáculos, todos eles aprenderam a ler e escrever.
Quando atingiu a maioridade, Joaquim Anselmo Pinheiro Filho manifestou seu projeto de vida profissional, desejando integrar-se ao Exército Brasileiro. Porém, naquela época, só entravam na Escola de Cadetes os filhos dos oficiais. Então, Joaquim Anselmo teve que comprar uma patente de oficial, para dar direito a Quincó de ingressar na Escola de Cadetes. O povo ficou chamando-o de “capitão Joaquim Anselmo”, porém Luiz Pinheiro não sabe se a patente adquirida foi exatamente essa, pois Luiz é o filho caçula da quarta família, tendo nascido no ano de 1922. Depois, pude conferir noutra conversa com Olavo Pinheiro, que mesmo o povo chamando Joaquim Anselmo de capitão, a Patente era de Alferes (MEDEIROS, 2005, pp. 39-40).
Na época em que o Rio Grande do Norte era governado pelo líder abolicionista e republicano Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, Quincó foi para a Escola de Cadetes.
Quincó foi nomeado capitão da Força Pública, trabalhando com o governador e passou a ser ajudante de ordens de vários governadores, por dezoito anos. Durante o governo de Ferreira Chaves, Joaquim Anselmo chegou ao comando da Polícia Militar, exercendo a função por quatorze anos. Entregou o comando para um oficial do Exército e, por ter o tempo de serviço suficiente, Quincó passou para a reserva e ficou morando em Natal, até a sua morte. Joaquim Anselmo Pinheiro Filho foi um homem correto e muito prestigiado por Dr. Pedro Velho. Esse governador fez de um cadete um capitão e comprou uma casa, no local da Assembleia Legislativa, escriturou-a e deu a Quincó de presente (MEDEIROS, 2005, p. 41).                                                                        
Ainda de acordo com Medeiros (2005, Pp. 44-46),

foi assim que a família Pinheiro chegou ao ponto de ter cinco oficiais na Polícia Militar do Rio Grande do Norte. O primeiro deles foi o coronel Quincó, ajudante de ordens e comandante. Depois, foi a vez do coronel Pedro Heráclito Pinheiro, que chegou a ser prefeito (interventor) de mais de vinte e cinco cidades interioranas, no tempo da ditadura. Onde havia um município com problemas, Pedro Heráclito ia ajeitar, tendo sido o primeiro interventor de São José de Campestre. Heráclito era casado com a senhora Maria de Lourdes Pinheiro, natural de Ceará-Mirim. Pedro Heráclito Pinheiro faleceu em 7 de dezembro de 1973, em Natal, conforme anotações do escritor Raimundo Nonato, que redigiu um trabalho sobre a memória de alguns coronéis da Polícia Militar, hoje falecidos.
O terceiro foi o coronel Celso Pinheiro, sogro do locutor esportivo Hélio Câmara, que educou a família e tem um filho, Afonso Celso Pinheiro, formado em direito, cujas filhas são todas formadas. Celso Pinheiro, financeiramente falando, foi bem-sucedido, deixando a família amparada. Era um homem feliz, de todas as maneiras possíveis. Celso Pinheiro teve, além de Afonso, as filhas Zélia Maria Pinheiro Gondim e Lélia Maria Pinheiro de Castro, formadas em Magistério e Célia Maria Pinheiro Lamartine de Paiva, advogada já falecida. A esposa de Celso Pinheiro chamava-se Hermínia Trindade Pinheiro.
A família honrou-se também com o coronel Ivo Carlos Pinheiro, um grande oficial e, ao mesmo tempo, eficiente delegado de polícia. Ele faleceu em decorrência de um atropelamento, durante o governo de Tarcísio Maia, de quem recebeu especial assistência, mas lamentavelmente não impediu sua morte. Um fato interessante é que ele foi Interventor em areia Branca/RN. No dia em que Ivo Pinheiro terminou o mandato, a população se reuniu, comprando um presente para ele. Ivo Pinheiro saiu escondido e não aceitou a referida oferta, um relógio de boa marca. Ivo Pinheiro tem um elogiável currículo na Polícia Militar do Rio Grande do Norte, e foi delegado em Caicó, Goianinha, Tibau do Sul, Vila Flor e outras cidades potiguares. Quando exerceu a interventoria na prefeitura de Areia Branca, ele foi homenageado com o título de cidadão areia-branquense, pelos relevantes serviços prestados ao município no período da intervenção. Ivo Pinheiro era casado com a senhora Ana Maria da Costa Pinheiro, de cuja união nasceu um filho por nome de Marcelo da Costa Pinheiro; Ivo anteriormente foi casado com D. Divina.
E, finalmente, o coronel Júlio César Pinheiro, homem prestigiado e que era ajudante de ordens do governador Dinarte Mariz. Quando era 1° tenente, Júlio Pinheiro foi ajudante de ordens do interventor general Antônio Fernandes Dantas, de 3 de julho de 1943 até 14 de julho de 1945. No posto de major, Júlio Pinheiro foi ajudante de ordens e depois Chefe da Casa Militar do governador Dinarte de Medeiros Mariz, de 31 de janeiro de 1956 a 31 de janeiro de 1961. O cargo de Chefe da Casa Militar era de um oficial superior, comissionado no posto de coronel, e que tinha os mesmos vencimentos de Secretário de Estado.
Júlio Pinheiro, como Chefe da Casa Militar do Governo do Estado, assistiu à inauguração de Brasília, em 1960. Júlio foi delegado em Mossoró, quando capitão, bem como em Santa Cruz, Parelhas, Macaíba, São Gonçalo e outros municípios interioranos. Seu falecimento aconteceu às 21 horas do dia 25 de setembro de 1987, sendo enterrado no cemitério do Alecrim, no dia seguinte.                                                                        
Vivaldo Otávio Pinheiro é filho de Irineu Otávio Pinheiro com Maria Tavares de Pontes Pinheiro. Após ficar viúvo em 1934, da primeira esposa, que também se chamava Maria, Irineu casou-se novamente em 1940, sendo que Vivaldo é o filho caçula desse segundo casamento. Os outros são: Gentil, Jurandir e Geni Pinheiro. O marido de Maria Ivanilda chama-se Antônio Alexandre Neto, e reside em Santa Cruz. O casal citado anteriormente teve os filhos: José Edvan, Luiz Antônio, Manoel Alexandre, Júlio César, Geraldo Élson, José Laelson, Maria Eliane e Paulo Sérgio.

Segundo a família, Irineu Pinheiro gostava muito de ler e, para os padrões interioranos, estava culturalmente acima da média; além disso, era assinante de jornais e escutava regularmente programas de rádio. Este procedimento inspirou seu filho Vivaldo, que escolheu o Direito como uma vocação natural. Irineu Otávio Pinheiro nasceu em 20 de novembro de 1900 (na documentação, ele era de 1901) e faleceu aos 96 anos de idade, no dia 28 de julho de 1997. Seu corpo e o da mãe de Vivaldo foram sepultados na capelinha da fazenda Santa Rita, construída por Joaquim Anselmo em 1923, onde o velho patriarca dos “Pinheiros” foi primeiramente enterrado (MEDEIROS, 2005, p. 48).
Veja os nomes dos filhos de Joaquim Anselmo com Paulina: Luiz Pinheiro, Ana Pinheiro, Áurea Pinheiro, Emília Pinheiro Bastos (mãe de Josefa, Severino, Lindalva, Maria de Lourdes, Maria Aparecida, Expedito e José Antomar), e Elvira Pinheiro Tavares, casada com Miguel Tavares. Ana Pinheiro casou-se com Aureliano Araújo. Áurea casou-se com José Lopes e não teve filhos. Emília tornou-se esposa do paraibano José Bezerra Bastos, natural de Bananeiras/PB. A família de Elvira fixou-se nas cidades de Japi e Florianópolis/SC. Pedro Pinheiro Tavares mora na capital catarinense; Joaquim Pinheiro Tavares, no Rio de Janeiro; Mauro Pinheiro Tavares, em Santa Cruz; Paulo Pinheiro Tavares, em Japi; Maria Noêmia e Josefa também moram na região do Trairi. Maria Noêmia casou-se com Geraldo Anselmo Pinheiro, e tiveram quatro filhos: Francisco Uilson, Maria Goreti, Maria Auxiliadora e Maria de Fátima (MEDEIROS, 2005, p. 14).
José Anselmo Pinheiro é filho de Joaquim Anselmo com Paulina. Casou-se com Cândida, tendo o casal gerado sete filhos: Joaquim Anselmo Pinheiro (não confundir com o pai de Luiz Pinheiro, trata-se de um neto de Joaquim), Maria Júlia, Julieta, João Anselmo, Ivo Anselmo, Geraldo Anselmo e José Anselmo Pinheiro Filho. João, Ivo, Geraldo e José são falecidos.
Já o Joaquim Anselmo, referido anteriormente, que herdou o nome do avô, também morava em Japi, sendo casado com Josefa Lourdes Pinheiro (dona Sinhá); o casal teve as filhas: Marlene, Maria de Lourdes, Marilene e Marileide (MEDEIROS, 2005, p. 15)..
Joaquim Anselmo (neto) era um senhor magro, de estatura mediana, pele de tonalidade avermelhada, com 86 anos de idade e que serviu no Exército na época da Segunda Guerra Mundial, juntamente com seu tio Luiz Pinheiro.
Ivo Anselmo Pinheiro, sobrinho do coronel Ivo Carlos Pinheiro, filho de José Anselmo Pinheiro, já mencionado, casou-se com Francisca Nicolau Pinheiro, com quem teve duas filhas, residentes em Japi: Maria de Fátima Pinheiro e Cândida Nicolau Pinheiro. (MEDEIROS, 2005, p. 16). 
– Vivaldo Pinheiro, depois de realizar um excelente trabalho como juiz em algumas comarcas do Estado, foi desembargador por alguns anos, e em julho de 2010 assumiu o cargo de presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio Grande do Norte.
– Geraldo Anselmo Pinheiro, em 1959, foi eleito vereador do município de Japi, e em 1963, foi eleito prefeito.
Observação: Segundo os saudosos Antônio Branco e Paulo Pinheiro, e também o ex-vereador Mauro Pinheiro, quando Geraldo Anselmo Pinheiro, pai de Gorete Pinheiro foi eleito vereador, obteve mais votos nas urnas do que o prefeito eleito na campanha de 1959. Isso você verá com mais detalhe, quando você adquirir o livro Japi, TERRA QUERIDA em fatos e fotos, que estará à venda em 13/01/2018.
Em 1977, Gentil Pinheiro filho de Irineu Pinheiro foi eleito vereador, em 1982, 2000 e 2004 foi eleito vice-prefeito na chapa com Francisco Medeiros Sobrinho e, em 1989 foi eleito prefeito deste município.
– Sua esposa, Marli Pinheiro, em 17 de maio de 1989, por ocasião do afastamento do então presidente, assumiu a presidência da Câmara Municipal por alguns meses.
– Eduardo Pinheiro filho de Gentil foi eleito seis vezes vereador, foi eleito presidente da Câmara Municipal em 2008 e, atualmente exerce o cargo de vereador.
– Paulo Pinheiro, em 1968, foi eleito vereador e, em 1972 foi eleito vice-prefeito e por muitos anos esteve à frente da prefeitura como secretário geral ou administrativo.
– Mauro Pinheiro foi eleito vereador em1972 e 1976 e presidente da Câmara em 76 e 81
– Em 1992, José Antomar Pinheiro de Medeiros, neto de José Anselmo Pinheiro foi eleito vice-prefeito na chapa com Maria Antonieta Pontes de Medeiros, esposa de Francisco Medeiros Sobrinho.
– Joaquim Anselmo Pinheiro, esposo de Josefa Lourdes Pimenta, era ex-combatente da Segunda Guerra Mundial assumiu a função de tesoureiro da prefeitura de Japi.
– Irene Pinheiro, Fátima Pinheiro, Gorete Pinheiro, Cândida Pinheiro, Cleiton e Humberto são professores.
- Miguel Tavares, enfermeiro.

Essas fora as principais funções que esta ilustre família exerceu no município de Japi/RN.