quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Remédio é amargo, mas temos que tomar, diz prefeito de Japi após demissão de funcionários


Não é de hoje que Japi passa por uma crise financeira em decorrência das retenções mensais de dívidas com a União e das sucessivas quedas no recurso do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), cuja verba, para o município, é a única fonte de sustento. Este mês, como se não bastasse, o repasse veio com diminuição de mais de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

A crise é tamanha que o atual prefeito está buscando alternativas para minimizar os impactos causados pelas reduções do recurso federal, e decidiu enxugar a folha de pagamento, demitindo funcionários e reduzindo salários.


As medidas para a contenção de despesas foram anunciadas pelo gestor durante reunião com os secretários. Além das demissões de vigias, motoristas, ASGs, defensor público, assistente social e outros profissionais que mantinham contrato com a prefeitura desde janeiro, Jodoval Pontes (PMDB) reduziu em 50% a remuneração dos servidores de primeiro escalão como secretários, pregoeiro, procurador e contador que terão seus vencimentos reduzidos de R$ 3.000 para R$ 1.500. ''Esse remédio é amargo, mas temos que tomar'', disse o mandatário em programa de rádio no último sábado (21) reconhecendo que as decisões tomadas são impopulares para seu governo.

O Blog do Joabson Silva entrou em contato com a administração municipal em busca de informações sobre quantos servidores foram demitidos, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.


As medidas foram tomadas por causa das reduções significativas do FPM, e ainda em decorrente de descontos que já chegaram a R$ 170 mil nos repasses mensais ao município em virtude de dívidas com Receita Federal e a Previdência que superam a casa dos 7 milhões. (Confira acima demonstrativo que mostra zerada a 1ª cota do FPM de junho).

Joabson Siva