terça-feira, 16 de maio de 2017

JOSEFA DE ARAÚJO LIMA: SEU CASAMENTO E SEUS LEGADOS

Este texto foi extraído o ano passado, do livro, JAPI TERRA QUERIDA: Em fato e fotos”, que será publicado e lançado em junho de 2017. O conteúdo homenageia a Patrona da Emancipação Política do Município de Japi. (SANTOS, Pp, 67–72 ).

 A senhora Josefa de Araújo Lima, dona Vesinha, como ficou conhecida em Japi, filha de Aprígio Moreira de Araújo com Rosa Amélia de Lima, nasceu em Moreno, hoje cidade de Solânea/PB, em 20 de novembro de 1920. Faleceu em 10 de junho de 1997, quando morava na cidade de Japi, onde foi sepultada no cemitério público, junto ao túmulo de sua mãe.

Josefa Araújo ( Dona Vesinha)
            Quando era adolescente, estudou em colégio de freira na cidade que morara com seus pais. Quando jovem veio para Japi, pela primeira vez, no dia do seu casamento. Fato esse que aconteceu no ano de 1939. A cerimônia do casamento foi realizada na fazenda Japi de Cima.
            Bonita e inteligentíssima foi assim que as pessoas daquela época definiram o perfil de Josefa de Araújo Lima, quando ela chegou para morar na localidade de Japi.
            Veja quando e como acontecia a aproximação do cônjuge e como se procedia aos casamentos daquela época. Os pais eram quem ofereciam os filhos para se casarem com as filhas de amigos que moravam na vizinhança. O exemplo disso foi o casamento de Manoel José de Medeiros com Torquata Leopoldina Tolentina da Costa. 
Esse foi o primeiro casamento judicial e religioso que ocorreu na região de Japi, do qual se tem conhecimento. Todavia, José Vicente de Medeiros, o pai de Manoel José de Medeiros, foi quem ofereceu seu filho para casar-se com dona Torquata Leopoldina Tolentino da Costa, em dois de abril de 1902, na fazenda Japi de Cima.

            Segundo Maria Zélia de Medeiros, seguindo a tradição daquela época, especificamente no meio de amigos e das famílias mais abastadas, Manoel José de Medeiros e Torquata Leopoldina da Costa mandaram carta para os pais de Josefa de Araújo Lima oferecendo seu filho Francisco Assis de Medeiros para se casar com a filha deles. Os pais de dona Vesinha concordaram e o casamento foi realizado no ano de 1939 na fazenda de Manoel José de Medeiros.
Francisco e Vesinha tiveram os seguintes filhos: Pedro Araújo de |Medeiros, Francisco de Assis de Medeiros, José Darci de Medeiros, Tarcísio Araújo de Medeiros, Marlene de Medeiros, Maria de Lourdes de Medeiros, Maria José de Medeiros, Maria Zélia de Medeiros, Maria Salete de Medeiros Maria Aparecida de Medeiros e Maria de Fátima de Medeiros.
Ali, na fazenda Japi de Cima, Josefa de Araújo e Francisco Assis de Medeiros moraram por alguns anos. Lá, ele se dedicou à agricultura familiar.

 Ela começou a desenvolver os seus talentos: interagindo socialmente, demonstrando um espírito solidário, uma pessoa ativa, desenvolvida e dinâmica.
O primeiro talento que a jovem recém-casada Josefa de Araújo Lima desenvolveu nesta localidade foi o de alfabetizadora. Logo após o casamento, ela exerceu a função de professora de 1940 até o ano de 1958. Segundo sua filha, Maria Zélia de Medeiros, ela foi a primeira professora da localidade.

Josefa de Araújo Lima, a heroína da Emancipação Política de Japi

Josefa de Araújo Lima veio para Japi em 1939. Nesse ano, ela se casou com Francisco Assis de Medeiros, filho do coronel Manoel José de Medeiros. Aqui, em nossa cidade, além de lutar pela Emancipação, ela deixou um legado de desenvolvimento em quase todos os seguimentos da sociedade japiense.
            No ano de 1959, ela se tornou uma defensora do povo e se enveredou na política local. Na política, também demonstrou ser uma pessoa preparada, destemida e conhecedora dos direitos cívicos e democráticos. Corajosa, persistente e sonhadora, sonhou com um povo livre. Levou seu projeto às maiores autoridades político do Estado potiguar e conseguiu realizar seu desejo de ver Japi liberto de São José do Campestre e se tornar uma nova cidade do Rio Grande do Norte, com plenos direitos de um município autônomo.
            Certa vez, a professora Maria Zélia de Medeiros me disse: “Mãe me falou por várias vezes que não foi fácil elaborar o projeto de Emancipação Política de Japi. Foi difícil convencer grande parte das autoridades do nosso Estado, principalmente de São José de Campestre, a aderirem a esse projeto. Porém, o mais difícil foi fazer com que os principais membros da família Medeiros aceitassem a realização desse fato”.
            Ela disse ainda que houve revolta por parte dos Medeiros, porque toda a área em torno do núcleo de moradores era uma fazenda de Manoel José de Medeiros. Fundador e dono de uma área muito extensa onde cultivava a agricultura de subsistência: milho, feijão, fava e jerimum, intercalados com a cultura de algodão, a maior fonte de riqueza da localidade. Todavia, toda a riqueza daqui, e da vizinhança vinha do algodão que era concentrada quase totalmente nas mãos da minoria (os patrões). Também, na fazenda de Manoel Medeiros, existia a criação de rebanhos: bovino, suíno, caprino e outros animais.
            Segundo depoimentos de pessoas mais antigas da cidade, a família Medeiros não via com bons olhos essa história de Emancipação Política da localidade de Japi. A prova disso é que desde o início de sua estruturação política até 2016, o município vem sendo comandado e dirigido por pessoas dessa família e nem um deles demonstrou nenhuma preocupação no sentido de desapropriar a área urbana de Japi. E isso é a comprovação de que eles ainda estão distantes de praticarem a verdadeira política, que é defender, lutar e zelar pelo bem de tudo e de todos os cidadãos do município, com uma visão universal no presente, passado e futuro, com base na democracia e no progresso social.
            Basta constatar que, na história de prefeitos de Japi, houve apenas três que foram eleitos pelo povo e que não são da família Medeiros: Geraldo Anselmo Pinheiro, Gentil Pinheiro e Jodoval Ferreira de Pontes. Embora os dois primeiros tenham sidos prefeitos indicados e apoiados pelos Medeiros. Todavia, era visível que por trás deles havia “um cabeça” que determinava os limites de ações e execuções de alguns projetos na cidade. A respeito da desapropriação da área do município, Gentil Pinheiro até que tentou, porém, o seu projeto não foi adiante. O terceiro, o último a ser eleito, Jodoval Ferreira de Pontes, pode se perceber características diferentes nele. Muitos acreditam que ele irá desmembrar a área da cidade.          
            Embora Japi tenha se libertado geopoliticamente do município de São José de Campestre, até hoje quase ninguém que aqui é morador tem a liberdade e o direito de comprar uma casa financiada por algum banco, especificamente pela Caixa Econômica Federal. Todavia, por causa disso, a população e o município já perderam muito, estão perdendo e vão perder muito mais ainda, enquanto essa mentalidade egocêntrica reinar na cabeça dessas pessoas.
            Hoje, em nossa cidade, quase ninguém tem o direito de comprar uma casa através do programa “Minha Casa, Minha Vida”, mesmo sendo um programa estendido a todo o território nacional. Parece que Japi não pertence ao Brasil. Também, não podemos fazer empréstimos para reformas e nem alugar um imóvel para um órgão público, que seja federal, estadual ou municipal. Ou, nem se quer, fazer um prédio público.
            Não podemos pensar em desenvolvimento enquanto a área urbana não for desmembrada. Não se deve administrar um município pensando somente em solucionar os problemas do presente, temos também que enxergar e planejar o futuro, eliminando os erros do passado e avançado em busca do progresso, com base na ciência e na tecnologia moderna.

            Nesse sentido, ainda sobre o tema da emancipação, com reflexão nas palavras de Maria Zélia de Medeiros, quando ela disse que seu avô e outros membros de sua família não concordavam com a ideia de Josefa de Araújo Lima, chego a algumas conclusões: uma delas é que eles provavelmente pensavam que a elevação de categoria de vila a município provocasse um desequilíbrio no sistema agrícola, um provável declínio na produção de algodão e uma queda na economia dos donos de fazendas, causado também por um possível deslocamento de uma boa parte das pessoas da zona rural para a zona urbana, que de fato eram eles (trabalhadores meeiros) os agentes principais do processo agropecuário daquela época, responsáveis pela produção do algodão na localidade de Japi.

            Todavia, presos numa cadeia circunstancial, dentro de um sistema agrícola rural em que vivia a população camponesa, só quem podia sobressair bem eram os patrões e seus familiares. A tendência da população ruralista era viver passiva e subdesenvolvida. Sem estudo, sem sabedoria, sem sonho e sem oportunidade de sair do nível de pobreza.

            Vale dizer que a tendência ideológica daquela época era a de que os filhos dos agricultores não estudassem. Pois, sabiam que os que estudassem não permaneciam no campo. Às vezes, aqueles que tinham tendência a estudar eram mal vistos e taxados de gente sem futuro.
            Os grandes proprietários que reinaram durante o ciclo do algodão em toda a região do Nordeste brasileiro pensavam que a sociedade ia viver imutavelmente sob essa forma sistemática de economia medieval. Assim funcionava a mente de alguns proprietários japienses.

            De certa forma, os patrões sabiam que muitas coisas que não lhes eram favoráveis iam surgir com a emancipação política de Japi. De fato, aos poucos, aquele paradigma rural, depois que Japi passou a ser cidade, foi mudando paulatinamente. A começar pelo êxodo rural, que teve seu início a partir da emancipação. Compare os dados dos censos demográficos do início da segunda metade do século XX, quando a população rural (os que moravam espalhados no campo, dentro de seus roçados) eram dois terços das pessoas que moravam junto ao núcleo de moradores. Agora, a situação se inverteu. A área urbana aglomera dois terços da população rural. Houve um verdadeiro êxodo rural. Hoje, o povo que antes estava preso e impotente dentro de um círculo rural, foi libertado e está livre do outro lado, na zona urbana. E isso se deu em razão de quatro fatores: a Emancipação Política, a praga do bicudo, os programas governamentais e os benefícios previdenciários.

           Logo após a Emancipação Política, nos primeiros dois anos, diversas oportunidades de empregos públicos foram surgindo e várias pessoas foram empregadas nas áreas da política, da educação, da justiça, da saúde, da construção civil e do comércio local. Tanto que, hoje, muitos se desenvolveram na área comercial e saíram do nível de pobreza. Agora, aqui, todos podem ter iguais direitos, liberdade e oportunidades de crescer e de se desenvolver em qualquer área. Especificamente na educação, no comércio e até mesmo na política.
           Agora, de nada se assuste. O que parecia impossível pode ser possível. Você já pensou em alguém que nasceu das cinzas e se tornou uma fornalha, vir da classe dominada e se tornar um dominante, agora a profecia do velho ditado popular pode se cumprir: “A roda grande vai passar por dentro da pequena”.
           É importante salientar, que, embora os principais membros da família Medeiros tenham se revoltado contra Josefa de Araújo Lima, tendo em vista, que ela enfrentou muitos desafios e adversidades antes mesmo da Emancipação Política e muito mais depois daquele dia, é evidente, que foi por intermédio dela que o povo de Japi foi vitorioso e livre.
           A porta foi aberta. Uma luz iluminou o caminho que pode levar até o alto da montanha do desenvolvimento moderno pautado na ciência e na tecnologia.
           Naquele dia, todo o povo que se encontrava ali, diante do maior líder políticos do nosso estado gritou: “Viva a liberdade!”. Graças à guerreira, à revolucionária e à heroína que lutou pela independência e pela liberdade do povo japiense. Isso porque dona Vesinha era uma mulher de vigor, de capacidade e muito sábia. Ela percebeu que o núcleo de moradores de Japi e toda comunidade, para se desenvolver primeiro tinham que se tornar um município. Ela foi à luta, persistiu e conseguiu os seus dois principais objetivos. Tirar a localidade de Japi da dependência e sujeição de um município e também da ditadura e da passividade de um sistema econômico e agrário imposto pelos patrões.
           O ápice desta história ocorreu no dia 18 de maio de 1959, quando o núcleo de moradores de Japi viveu e evidenciou o maior fato histórico do município até os dias atuais: “A Emancipação política”.
           Segundo Mauro Pinheiro, nesse dia, o governador do Estado do Rio Grande do Norte, Dinarte Mariz de Medeiros, veio a Japi com muita honra e inaugurou o mais novo Município do Estado do Rio Grande do Norte e do Brasil. E, a partir daquele dia, ficou marcado nas memórias dos japienses e registrado no livro de atas da Assembleia Legislativa, em Natal, como um dos maiores capítulos da história de Japi até o momento.
           Logo após a abertura da festa da emancipação, o governador Dinarte Mariz de Medeiros, na presença de outras autoridades dos municípios de São José de Campestre e de Santa Cruz e de todo o povo desta localidade, nomeou o senhor José Matias como prefeita do município de Japi. Ele foi, portanto, no dia 18 de maio de 1959, o primeiro gestor do poder executivo desta cidade. Passado quase três meses, a senhora Josefa de Araújo Lima assumiu o cargo de prefeito provisório, até o final do ano de 1959.
Por isso e por muito mais, é justo que o nome dela seja lembrado especificamente no dia 18 de maio. Pela sua luta, pela sua dedicação ao povo de Japi, pela sua solidariedade e por tantos outros atos de bondade e trabalho em prol do progresso desta cidade e bem-estar das pessoas que nela habitam.

Legados de Josefa de Araújo Lima (dona Vesinha)

Maria José de Medeiros, (Dona Dedé)
Dona Vesinha foi uma pessoa acolhedora e amorosa para com aqueles ou aquelas que se chegavam a ela. Atuou efetivamente a favor das causas dos menos favorecidos, quando necessitavam de ajuda pessoal ou nas áreas da educação, política, justiça, saúde, segurança, religião e outras. Nessas áreas, ela deixou vários legados que estão sendo praticados até hoje por algumas pessoas de sua família. Enumero abaixo as ações mais relevantes dela, nessas áreas.    

Educação – Dona Vesinha foi uma das primeiras professoras do município. Atuou nesta área de 1939 a 1959. Entre os períodos de 1955 a 1959 assumiu uma escola pública (Escola Reunida Cel. Manoel Medeiros), que funcionava no prédio da primeira escola do Distrito de Japi, situada na Rua Manoel de Medeiros. Nessa escola, durante a semana, ela era professora, diretora e auxiliar de serviços gerais. A partir de 1959, quem assumiu esse legado foi sua filha Maria José de Medeiros (dona Dedé, mãe de Roberto César). Dedé atuou até o final do século XX. Ela iniciou como professora contratada pelo Estado e findou quando se aposentou como diretora. Quando se aposentou, dirigia a Escola Estadual Cel. Manoel Medeiros I, onde funcionava o ensino de primeira a quarta série do Ensino Fundamental.

Ainda durante a gestão de dona Dedé, outra filha de dona Vesinha tentou seguir os passos da mãe. Foi a senhora Maria Zélia de Medeiros, dona Zélia. Esta revolucionou, modernizou, inovou e desenvolveu a educação do município nas décadas de 1980 e 1990.
           Foi Zélia que trouxe as várias modalidades do ensino de segundo grau para Japi.  Na década de 80, ela conseguiu com muito esforço implantar a modalidade do Logos II, ensino magistério supletivo equivalente ao segundo grau. Em 1985, programou e implantou o ensino normal seriado do 1º ao 3º ano magistério. E, em 2000, trouxe o ensino médio, que funciona até hoje no prédio da Escola Severina Pontes de Medeiros. Zélia foi professora, coordenadora pedagógica, Secretária de Educação deste município e diretora da referida escola. 

(Zélia Medeiros)
Zélia é esposa de Francisco Teobaldo de Medeiros (Titito), que em 1969 foi vice-prefeito na chapa do prefeito Francisco Adésio de Medeiros, seu irmão.
           Do início da década de 1980 até a primeira década do século XXI, a neta de Josefa de Araújo, Rosângela de Medeiros (Danda de Ismael), dava continuidade a esse legado. Ela foi professora, coordenadora, diretora da Escola Estadual Cel. Manoel Medeiros II e Secretária de Educação deste município. 
           De 1990 até hoje, quem está reinando neste ofício são vários netos de Josefa Araújo. Entre tantos, vale citar o nome de Roberto César de Medeiros. Este começou na função de professor, depois coordenador pedagógico e atualmente está na direção da Escola Estadual Cel. Manoel Medeiros II – Ensino Fundamental de 5º a 9º ano.
Saúde – Nesta área dona Vesinha prestou relevantes serviços aos moradores de Japi. Naquele tempo, nesta localidade era muito difícil o acesso à saúde. Quando alguém adoecia, quem socorria, depois de Deus, era ela. Josefa Araújo de Lima agia como médica da época, enfermeira e parteira assistente. Quando o caso era muito grave, ela dava um jeito de trazer, de algum lugar, um profissional da área para tentar solucionar o problema.
           Segundo Hermílio Dantas, ex-vereador, ele viu seu pai, o senhor Bajau sair por várias vezes junto com vesinha para tratar de enfermidades de pessoas. E isso ocorria frequentemente.

(Os primos: Vera e Roberto)
A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em péAnos mais tarde, ela comprou uma casa em Natal. Lá ela passava um tempo, e outro tempo em Japi. Ela levava pessoas enfermas de Japi e acolhia-os nessa residência. Nunca deixou de cuidar das pessoas desta comunidade. Embora a partir da década de 1980 já houvesse atendimento médico em nossa cidade, todos sabem que, até hoje, a maior parte dos pacientes são levados para serem atendidos em Natal.
           Embora dona Vesinha tenha falecido em 10 de junho de 1997, este legado continuou com seu filho Tarcísio Araújo de Medeiros e que teve continuidade com o então prefeito Róbson Wanderley de Medeiros. Vale dizer que, até o ano de 2016, todos os dias, com exceção do domingo, a casa em que morou dona Vesinha, em Natal, sempre esteve cheia de pessoas que haviam saído de Japi a Natal, levadas pelos carros da prefeitura para se tratarem de alguma enfermidade. Virou realmente uma casa de apoio. Isso foi um dos maiores privilégios que o povo japiense testemunhou e usufruiu, graças ao legado deixado e mantido pela família Araújo e Medeiros. Dizem que nos outros municípios não há igual privilégio. 
Política – Desde que se casou e começou a interagir no meio dessa gente, Vesinha se tornou uma das principais figuras humana nas inter-relações socioculturais, de saúde, religiosas e principalmente da área política. Com essas qualidades, podemos dizer com toda convicção que ela foi um dos principais fundamentos políticos dessa localidade. Vale lembrar: em 1958 ela participiou na elaboração do projeto de Emancipação Política de Japi e, em 1959, foi vitoriosa quando Japi foi emancipado. Consequentemente, em 1959, no mesmo ano, por ocasião da Emancipação Política, ela também foi nomeada prefeita de Japi.

(Robinho, Pedre Araújo e Esposa)
Resultado de imagem para pedro araujo de medeiros japi É evidente que de 1959 até hoje foram eleitos vários prefeitos em nossa cidade. Dentre tantos, vale citar os nomes de alguns que são descendentes dela. Isso foi um exemplo, um legado que ela deixou até os dias atuais. Em 1972, o seu filho Pedro Araújo de Medeiros foi eleito prefeito. Pedro atuou como prefeito de 1973 a 1976. Em 1996, também outro filho dela, Tarcísio Araújo de Medeiros, foi eleito. Tarcísio atuou como prefeito de 1997 a 2000. De julho de 2005 a 2008, Tarcísio assumiu novamente a prefeitura de Japi. Em 2008, Tarcísio Araújo apoiou o seu sobrinho Róbson Wanderley de Medeiros, que também foi eleito e atuou de 2009 a 2012. Em 2012, Tarcísio apoio novamente Robinho à reeleição, que ganhou e administrou o município até 31 de dezembro de 2016.
           Vale saber, que Róbson é neto de Vesinha e é filho do ex-prefeito Pedro Araújo de Medeiros. Cujo, também manteve o legado que sua avó deixou até 31 de dezembro de 2016.     
          
            Religião – Foi ela quem organizou a primeira festa oficial de São Sebastião, padroeiro de Japi. Além de dona Vesinha ter organizado a primeira festa de São Sebastião de maneira mais elaborada e organizada, ela aperfeiçoou e deu continuidade a todos os eventos ligados às festividades religiosas: procissão, pastoris, bingos. Foi ela que trouxe a primeira banda de músicos para tocar na cidade. A saber, na festa de São Sebastião; organizou missas e as primeiras catequeses. 
(Lourdes, Verônica e Danda)

Curiosidade: em 1966, a capela, que foi construída junto ao povoado por volta de 1946, foi demolida. Dizem que foi por causa de um formigueiro. Esse formigueiro era muito grande e ninguém conseguia destruí-lo. Veja mais detalhes sobre isso na seção de religiosidade.
           Nessa época, dona Vesinha era uma das figuras de maior influência na religião católica. Foi ela uma das pessoas que planejou onde deveria ser construído o outro templo católico. Embora tenha encontrado vários obstáculos e adversidades por parte de algumas pessoas influentes, quanto ao local da construção da nova e atual capela de São Sebastião, o que prevaleceu foi a sua ideia e a sua palavra. Tanto é que a capela foi construída onde ela havia planejado: no meio da Rua Manoel Medeiros, de frente para o leste, ao lado da casa do saudoso Pedro Lopes.




Texto de Edson Batista