sexta-feira, 5 de maio de 2017

Cientistas usam adoçante para medir o volume de urina em piscinas

Você lembra quando uma das piscinas ficou esverdeada durante os Jogos Olímpicos Rio 2016? O comitê olímpico explicou na época que a cor devia-se a proliferação de algas. Ainda assim, muitos comentários nas redes sociais associaram à urina, o que não é incomum. A qualidade da água é um problema quando se trata de piscinas públicas e, embora não torne a água verde, a urina pode representar perigos. Pensando nisso, cientistas na Universidade de Alberta, no Canadá, utilizaram uma técnica curiosa para medir a quantidade de urina em piscinas: um adoçante.
Adoçante
Em pesquisa, publicada no jornal científico Environmental Science & Technology Letters, utilizou-se o ‘acessulfame-K’, um adoçante sintético derivado de potássio como base. Todas as piscinas e banheiras de hidromassagem (Jacuzzi) testadas com o produto continham urina. O motivo para o uso do adoçante, presente em muitos alimentos processados do mercado, é o fato de a substância passar inalterada pela digestão no corpo. Está, portanto, presente na urina e é facilmente detectada, mesmo em piscinas com água clorada. Não é possível usar o método de detecção em casa, mas a descoberta se configura como um importante passo para o desenvolvimento de um dispositivo capaz disso.
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