quinta-feira, 16 de março de 2017

OS PROPRIETÁRIOS QUE VIVERAM NA LOCALIDADE DE JAPI


Relato do livro do historiador Edson Batista.

OS PROPRIETÁRIOS QUE VIVERAM NA LOCALIDADE DE JAPI ANTES DE MIGUEL LOURENÇO

Segundo João Pedra e o senhor “Bajau”, antes de Miguel, já haviam morado na localidade de Japi, outros posseiros. Isso no período de 1780 a 1850: Zé de Góes, O Cruz, Belo Monte, Adelino e outros que provavelmente foram quem construiu o cemitério de Japi, pois até os dias de hoje, ninguém sabe ao certo quem o construiu.

Francisco “Berato” (Chico Berato), um dos anciãos mais idosos que eu entrevistei no ano de 2004, ao se referir ao cemitério fez a seguinte declaração: – ninguém sabe realmente quem o construiu. Sei que o primeiro homem que foi sepultado nele foi morto por consequência de uma picada de cobra. Nesse mesmo dia o ancião Chico Berato ainda me disse que na porta do cemitério, na parte de dentro, existia uma pequena capela a qual hoje não existe mais.

Segundo João Pedra, Zé de Góes e O Cruz, possuíram as terras que começavam onde hoje ficam as fazendas: de Amadiz, do senhor Antônio Medeiros e ia até as regiões do: Brandão e os Picotes, englobando a Vaca Morta e Ubaia. Belo Monte possuía as terras que se encontra entre o Riacho Paturá e o Rio Jacu, indo um pouco, em direção ao pé da Serra Grande. É importante ressaltar que hoje essa área é conhecida pelo nome de “Belo Monte”. Adelino possuía as terras que começava onde hoje fica a parte central da cidade de Japi, atravessava o Rio Jacu, onde se encontram as “Pedras de Zé Medeiros”, ocupando toda a área que é conhecida pelo nome de Sítio Novo, Cazuzão, Lama, e a região onde hoje fica o cemitério, o qual, dizem que pode ter sido construído por ele.

Nesta época, Adelino morava na casa que há poucos anos atrás, morou Napoleão que é irmão da mulher do já falecido “Chico Pedro”. Já faz 29 anos que essa casa foi demolida. Se sairmos das Pedras de Zé Medeiros e formos à direção do poente, encontraremos há 200 metros, os escombros desta antiga residência.

Na metade do século XIX por volta de 1858, o fazendeiro “O Costa,” como era conhecido, o qual já foi citado antes, possuía uma propriedade a qual começava no “pé da serra do Boqueirão” e se estendia um pouco em direção do Riacho Paturá. Esse senhor tinha boas condições e na fazenda dele, Miguel Lourenço trabalhava como vaqueiro.