quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Bebê de apenas oito meses fica cega após maus tratos praticado pelos pais

Um casal foi preso pela Polícia Civil suspeito de praticar maus tratos contra a filha de apenas 8 meses, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Segundo a Polícia Civil, entre os meses de dezembro de 2016 e janeiro deste ano, a criança deu entrada em vários hospitais com lesões e fraturas por todo o corpo, o que provocou cegueira em um dos olhos dela.
O homem de 18 anos e a mulher de 20 anos foram presos na tarde desta segunda-feira (13), em Campina Grande, mas as informações só foram divulgadas no início da noite desta terça-feira (14). Desde janeiro deste ano, a guarda da criança havia sido retirada dos pais, já com as suspeitas de maus tratos.
De acordo com a Polícia Civil, no dia 15 de dezembro de 2016 a criança foi levada para um hospital de Campina Grande com ferimentos da cabeça. No dia 24 de dezembro de 2016 a criança deu uma nova entrada em um hospital com um quadro de febre e os médicos descobriram que ela estava com fraturas nas pernas. Já no dia 6 de janeiro deste ano, mais uma vez a criança deu entrada no hospital com ferimentos na cabeça, que provocaram sangramento cerebral e cegueira.
Desde janeiro a família perdeu a guarda, pois o Conselho Tutelar foi acionado com a suspeita da prática de maus tratos. A menina foi encaminhada para um abrigo, onde permanece acolhida. As agressões foram tantas que a criança teve cegueira em um dos olhos. Na semana passada ela passou por uma cirurgia no olho”, explicou a delegada Alba Tânia da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Infância e Juventude.
Durante a investigação do crime, a delegada disse que os pais alegavam que os hematomas eram provocados por acidentes, versão que foi desconstruída pelos relatos das equipes médicas. “Eles sempre tentavam justificar dizendo que a criança estava brincando e havia caído, mas os médicos disseram que as lesões não eram características desse tipo de situação”, disse a delegada.O casal foi detido por força de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
G1PB