sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Novo técnico da Chape revela acerto com 10 jogadores e pede mais ajuda a rivais

Técnico Vagner Mancini foi apresentado na Chapecoense na última semana
A Chapecoense iniciou seu processo de reconstrução após a morte de 19 jogadores no acidente aéreo na Colômbia, bem como membros da comissão técnica e diretoria, e acertou a contratação do técnico Vagner Mancini na semana passada. E o novo comandante revelou em entrevista ao “Sportv” que cerca de 10 jogadores já estão acertados para temporada 2017.
“É uma coisa atípica, porque normalmente os clubes vão atrás de sete, oito, às vezes até 10 atletas quando vira o ano. Eu nunca tinha visto um clube que precisaria de 25 nomes ainda. Já temos uns 10 jogadores acertados, mas não posso falar nomes”, disse o técnico. “Não tivemos tempo de assinar contrato com eles. É uma correria bacana, mas muito traumática”, completou.
Mancini falou também sobre os clubes que se prontificaram a ajudar a Chapecoense logo após a tragédia, mas que, na prática, a solidariedade oferecida não tem funcionado até o momento.”Muita gente se ofereceu após o acidente, até oferencendo atletas sendo pagos. Mas na prática isso não tem acontecido. Não podemos ser injustos porque muitas equipes têm dedicado muito tempo para Chapecoense. Existe o outro ponto que é oferecer aqueles atletas que você não quer no seu elenco. Você resolver o seu problema, não foi isso que entendemos lá atrás. Todos têm liberdade, mas eu gostaria que essa ajuda viesse realmente do coração”, comentou.
O primeiro nome no processo de reconstrução da Chape, além de Vagner Mancini, é o do zagueiro Douglas Grolli, de 27 anos de idade e que foi revelado no próprio clube catarinense. Ele pertence ao Cruzeiro, esteve emprestado para Ponte Preta no Brasileirão deste ano e retorna à Chapecó também com contrato de empréstimo.
Outro nome na pauta da Chape é o do meia-atacante Gabriel Xavier, também do Cruzeiro e que estava no Sport.
O técnico Mancini chegou para substituir Caio Junior, uma das 71 pessoas que morreram no acidente do fim de novembro, perto de Medellín, onde a equipe jogaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana diante do Atlético Nacional.

IG