quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O Sol vai destruir a Terra mais cedo do que imaginamos, afirma astrofísico

Terra-destruida-pelo-SolNão há uma maneira certa de saber qual cenário apocalítico será a causa morte da Terra, mas, atualmente, podemos considerar uma série delas. Por exemplo, nosso planeta poderia colidir com outro, ser engolido por um buraco negro ou ser alvejado até a morte por asteroides. No entanto, uma coisa é certa: mesmo que a Terra passe o resto de suas eras escapando de ataques alienígenas, se esquivando de rochas espaciais gigantes e evitando um apocalipse nuclear, chegará um dia que o nosso próprio Sol irá destruí-la.
Em um vídeo, a equipe da Business Insider recentemente ilustrou o que poderá ocorrer durante esse processo. E como Jiilian Scudder, um astrofísico da Universidade de Sussex, no Reino Unido, explicou, esse dia pode acontecer mais cedo do que esperamos.
De acordo com informações da Science Alert, o Sol sobrevive pela queima de átomos de hidrogênio em átomos de hélio que ocorre em seu núcleo. Na verdade, ele queima cerca de 600 milhões de toneladas de hidrogênio a cada segundo. E, conforme se torna saturado deste hélio, encolhe, causando reações de fusão nuclear para aceleração – o que significa que o Sol acaba liberando muito mais energia.
Logo, para cada bilhão de anos que o Sol gasta queimando hidrogênio, ele fica cerca de 10% mais brilhante. Enquanto este valor pode parecer pequeno, a diferença pode ser catastrófica para o nosso planeta.
A água da Terra irá secar
Segundo Scudder, as previsões para o que exatamente vai acontecer com Terra ao longo dos próximos bilhões de anos são bastante incertas. “Mas, a essência geral é que o aumento do calor do Sol fará com que mais água evapore da superfície e fique presa na atmosfera. Em seguida, ela causará efeito estufa, retendo mais calor de entrada, o que acelera a evaporação”. Assim, toda a água do nosso planeta secará.
E não termina por aí
O aumento de 10% no brilho a cada bilhão de anos, significa que, daqui a 3,5 bilhões de anos, o Sol estará quase 40% mais brilhante. Logo, os oceanos da Terra ferverão em razão das altas temperaturas, as calotas de gelo não irão mais existir e toda a umidade da atmosfera secará. A Terra, uma vez cheia de vida e água, irá se tornar insuportavelmente quente, seca e estéril – semelhante a Vênus.
O Sol se tornará uma estrela gigante vermelha
Todas as coisas boas chegam ao fim. Cada livro tem um capítulo final, cada série um último episódio, cada pacote um último biscoito e cada pessoa um último suspiro. Dessa forma, um dia, daqui cerca de 4 ou 5 bilhões de anos, o Sol queimará seu último “suspiro” de hidrogênio e iniciará um processo de queima de hélio no lugar.
“Uma vez que o hidrogênio para de queimar no núcleo do Sol, a estrela formalmente abandonará sua característica principal e poderá ser considerada uma gigante vermelha”, disse Scudder. “Então, ela gastará cerca de um bilhão de anos para se expandir e queimar hélio em seu núcleo, ainda com um escudo em sua volta que permitirá que o hidrogênio continue sendo capaz de se fundir com o hélio”.
Conforme isso ocorre, sua massa irá diminuir, consequentemente afrouxando sua influência gravitacional sobre todos os planetas do Sistema Solar. Assim, todos aqueles que orbitam o Sol irão se deslocar.
Quando se tornar uma gigante vermelha, seu núcleo ficará extremamente quente e denso, enquanto a camada exterior se expandirá. Logo, sua atmosfera acabará esticando a órbita atual de Marte e engolirá Mercúrio e Vênus. A Terra por sua vez terá duas opções: fugir dessa expansão ou ser consumida por ela. Mas, por mais que nosso planeta consiga deslizar para fora do alcance do Sol, as temperaturas intensas acabarão o matando.
De gigante vermelha para anã branca
Uma vez que o Sol esvaziar todas as suas reservas de combustível, ele se tornará instável e começará a pulsar. A cada pulso, irá se livrar das camadas de sua atmosfera exterior e por fim, tudo o que restará será uma estrela fria, de núcleo pesado e rodeado por uma nebulosa planetária. Logo, esse corpo, conhecido como o de uma anã branca, irá esfriar até deixar de existir.

Jornal Ciência