segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Mãe busca ajuda para evitar cegueira de bebê adotada com microcefalia

Maria da Guia e a filhinha Maria Victoria  (Foto: Maria da Guia/Arquivo Pessoal)
A potiguar Maria da Guia dos Santos, de 42 anos, é consultora de vendas e mora em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Há seis meses, ela adotou uma bebê com microcefalia que havia sido abandonada em uma maternidade da cidade. Agora, ela busca ajuda para conseguir arcar com os custos de uma cirurgia e evitar a cegueira da filha, que tem apenas 10% da visão.
A pequena Maria Victoria nasceu no dia 13 de outubro do ano passado, com seis meses de gestação. A bebê, que já havia sido diagnosticada com microcefalia, teve uma paralisia cerebral logo após o parto. Para sobreviver, ela precisou passar um período em coma induzido.
“Fui à maternidade quando fiquei sabendo do caso. Cheguei e vi a bebê prematura chorando, indefesa. Meu coração bateu mais forte e decidi naquele momento que iria adotá-la. Depois disso, eu passei 33 dias na maternidade com ela, para que pudesse se recuperar e se adaptar”, contou Maria da Guia. Foi assim que a história das duas Marias começou.
Desde então, Maria da Guia leva a filha para consultas e sessões de fisioterapia em Natal e Fortaleza. “Victoria vai fazer 10 meses neste sábado e ainda não consegue engatinhar, por isso precisa muito do tratamento”.

Em abril, Maria da Guia descobriu que a filha estava perdendo a visão. A bebê foi diagnosticada com glaucoma no olho direito e herpes congênita no esquerdo. “Hoje, ela só tem 10% da visão. Os médicos me falaram que ela precisa de uma cirurgia e de tratamento para voltar a enxergar, pelo menos com um dos olhos”, explicou.
A questão, para a mãe, é conseguir dinheiro para custear a cirurgia de Victoria, que só pode ser feita em São Paulo. “Fiz as contas e o custo vai ser de quase R$ 35 mil. Eu faço um apelo porque minha filha é uma guerreira. Victoria passou por muitas dificuldades, mas conseguiu sobreviver. Nunca tive coragem de deixá-la. Ela é linda, cheia de energia e merece viver muito”.

G1 RN