quinta-feira, 9 de junho de 2016

TJRN antecipa 13º para o dia 17 de junho e irá liberar cerca R$ 20 milhões na economia potiguar

O Tribunal de Justiça do RN irá antecipar o pagamento da primeira parcela do 13º salário para a próxima sexta-feira, 17 de junho. A primeira parcela equivale a 40% do total e representa cerca de R$ 20 milhões circulando na economia potiguar. O anúncio foi feito pelo desembargador presidente Claudio Santos, na manhã de ontem (8), durante coletiva à imprensa para falar dos investimentos do Judiciário potiguar no montante de R$ 110 milhões para construção da nova sede.
Cláudio Santos destacou que o TJRN vem conseguindo pagar a sua folha de pessoal em dia, após a implantação das medidas de austeridade no Judiciário desde o início de sua gestão. O presidente ressaltou que o Tribunal ainda está adequando os seus gastos com pessoal aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e que os recursos utilizados para investimentos são distintos e não podem ser utilizados com esses gastos.
Repercussão
O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Norte (FCDL/RN), Afrânio Miranda, destacou que a antecipação do 13º salário repercute positivamente para a economia potiguar e o comércio em geral. “É uma maneira de ajudar a circular mais dinheiro na economia do estado, uma medida importante e vai ser muito positiva para o comércio, gerando também maior recolhimento de impostos”.
O empresário explica que o comércio deve absorver o dinheiro que irá circular tanto pelo pagamento de dívidas geradas pela crise econômica quanto pela venda de produtos e serviços, o que gera uma cadeia positiva para todos, com mais vendas, recolhimento de impostos e geração de empregos.
O presidente da FCDL frisou ainda a importância dos consumidores potiguares serem estimulados a comprarem produtos de empresas do Rio Grande do Norte. Segundo ele, o RN perde R$ 40 milhões por mês devido a produtos comprados de outros estados.
Responsabilidade
Afrânio Miranda elogiou a iniciativa do presidente do TJRN. “A ação do presidente do TJ deveria ser seguida por outros gestores públicos. Desde o início da gestão, ele está demonstrando responsabilidade e zelo com o dinheiro público. Estamos em uma situação de crise financeira porque a maioria dos gestores não nenhum zelo nem cuidado com o dinheiro público”.
O dirigente da Federação lembrou que o TJRN conseguiu antecipar o 13º em um momento que a maioria dos governos está pagando o funcionalismo com atraso, após o quinto dia útil do mês. O presidente da FCDL defende que os governos devem trabalhar para a diminuição dos gastos públicos antes de proporem aumentos de impostos e que a gestão do TJRN vem sendo um exemplo nessa adequação dos gastos à realidade da crise.

TJRN