segunda-feira, 16 de maio de 2016

CURIOSIDADE SOBRE JAPI: EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE JAPI

. Depois da história de Miguel Lourenço conheça a história de Josefa de Araújo Lima. Quem ela foi e o legado que ela deixou.

. DONA VERSINHA, a heroína da: Liberdade, independência e progresso da cidade de Japi.
FOTO: JAPI EM FOCO

A senhora Josefa de Araújo Lima, Dona Versinha como ficou conhecida em Japi, filha de Aprígio Moreira de Araújo com Rosa Amélia de Lima, nasceu em Moreno, hoje, cidade de Solânea Município que pertence ao Estado da Paraíba, em 20 de novembro de 1920. Faleceu em 10 de junho de 1997, quando morava na cidade de Japi, aonde foi sepultada no cemitério público da referida cidade.


               Quando era adolescente estudou em colégio de freira na cidade que morara com seus pais. Quando jovem veio para Japi pela primeira vez, no dia do seu casamento. Fato esse que aconteceu no ano de 1939. A cerimônia do casamento foi realizada na Fazenda Japi de Cima pertencente ao Coronel Manoel José de Medeiros.
               Bonita, inteligentíssima e alfabetizada, foi assim que as pessoas daquela época definiram o perfil de Josefa de Araújo Lima quando ela chegou para morar na localidade de Japi.
               Naquela época, o casamento era muito importante para uma jovem. Os pais eram quem ofereciam os filhos para se casarem com as filhas de amigos que moravam na vizinhança. O exemplo disso foi o primeiro casamento judicial que ocorreu na região de Japi, o qual se tem conhecimento. Todavia, José Vicente de Medeiros, o pai de Manoel José de Medeiros foi quem ofereceu seu filho para casar com Dona Torquata Leopoldina Tolentino da Costa, que se casaram em 02 de abril de 1902, na fazenda Japi de Cima.

               Seguindo a tradição daquela época, especificamente no meio de amigos e das famílias mais abastadas, Manoel José de Medeiros e Torquata Leopoldina da Costa mandaram carta para os pais de Josefa de Araújo Lima oferecendo seu filho, Francisco Assis de Medeiros para se casar com a filha deles. Os pais de Dona Versinha concordaram e o casamento foi realizado no ano de 1939 na fazenda de Manoel José de Medeiros.

               Desse casamento surgiu a família Araújo: 1º Pedro Araújo de Medeiros, 2º Maria Salete, 3º Maria de Lourdes, 4º Maria José (Dedé), 5º Maria Zélia, 6º Maria Aparecida, 7º Maria Marlene, 8º José Darci, 9º Francisco de Assis (Nonô), 10º Maria de Fátima, 11º Tarcísio Araújo.
               Na fazenda Japi de Cima, Josefa de Araújo e Francisco Assis de Medeiros moraram por alguns anos. Lá, ele se dedicou a agricultura familiar. Ela começou a desenvolver os seus talentos: interagindo socialmente; demonstrando um espírito solidário; uma pessoa ativa, desenvolvida e dinâmica.

                O primeiro talento a ser desenvolvida pela jovem recém-casada, Josefa de Araújo Lima foi o de alfabetizadora. Ela exerceu a função de professora logo após seu casamento. Por volta de 1940, até o ano de 1958. Segundo sua filha, Maria Zélia de Medeiros, ela foi à primeira professora da localidade.

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                No ano de 1958, ela se tornou uma defensora do povo e se enveredou na política local. Na política, também demostrou ser uma pessoa preparada, destemida e conhecedora dos direitos cívicos e democráticos. Corajosa, sonhadora e persistente, sonhou com um povo livre. Levou seu projeto as maiores autoridades políticas do estado potiguar e conseguiu realizar seu desejo de ver Japi liberto de São José do Campestre e se tornar cidade do Rio Grande do Norte e ter os mesmos direitos que os outros municípios tinham. Usufruir de todos os direitos e deveres que a cidadania brasileira oferece a todas as cidades de seu território.

                Certa vez, a professora Maria Zélia de Medeiros me disse: Mãe me falou por várias vezes que não foi fácil elaborar o projeto de Emancipação Política de Japi. Foi difícil convencer grande parte das autoridades do nosso Estado a aderirem a esse projeto. Porém, o mais difícil foi fazer com que todos os membros da família Medeiros aceitassem esse fato.
                Ela disse ainda, houve revolta por parte dos Medeiros, porque toda a área em torno dos moradores do Núcleo era uma fazenda de Manoel José de Medeiros. Fundador e dono de uma área muito extensa onde cultivava a agricultura de subsistência: milho, feijão, fava e jerimum, intercalados com a cultura de algodão, a maior fonte de riqueza da localidade. Todavia, toda a riqueza daqui e da vizinhança, advinda do algodão que era concentrada quase total nas mãos da minoria, (os patrões). Também, na fazenda de Manoel Medeiros existia a criação de rebanhos: bovino, suíno, caprino e outros animais.
              
         Na verdade, a família Medeiros não via com bons olhos essa história de Emancipação Política da localidade de Japi. Não concordava com a ideia de Josefa de Araújo Lima. Talvez pensasse que a elevação de categoria de núcleo de moradores a Município viesse trazer um desequilíbrio no sistema agrícola, um provável declínio na produção do algodão e uma queda na economia dos donos de fazendas, causado por um possível deslocamento de uma boa parte das pessoas da Zona Rural para a Zona Urbana, que de fato eram eles (trabalhadores meeiros) o agente principal realizador do processo sistemático agropecuário daquela época na localidade de Japi.

               Presos numa cadeia circunstancial, dentro de um sistema agrícola rural vivia a população camponesa. Só quem podia sobressair bem eram os patrões e seus familiares. A tendência da população ruralista era viver passiva e subdesenvolvida. Sem estudo, sem sabedoria, sem sonho e sem Sanches de sair do nível de pobreza.

               De certa forma, os patrões sabiam que muitas coisas que não lhes eram favorável iam surgir com a Emancipação política de Japi. De fato, aos poucos, aquele paradigma rural, depois que Japi passou a ser cidade foi mudando paulatinamente. A começar pelo êxodo rural, que teve seu inicio com a emancipação. Compare os dados dos sensos demográficos.  Na metade do século XX, a população rural (os que moravam um pouco mais distantes do núcleo dos moradores) eram dois terço das que moravam junto ao núcleo de moradores. Agora, a situação se inverteu. A área urbana aglomera dois terços da população rural.
              Percebe-se que houve um verdadeiro êxodo rural. Agora, o povo que antes estava preso com uma corrente e atados com cadeados dentro de num círculo rural foi libertado e está livre do outro lado, na Zona Urbana.
               Logo após a Emancipação Política, nos primeiros dois anos, diversas oportunidades de empregos públicos surgiram e várias pessoas foram empregadas nas áreas: da política, da educação, da justiça, da saúde, da construção civil e do comércio local. Tanto que hoje, muitos se desenvolveram na área comercial e saíram do nível de pobreza. Agora, aqui, todos têm iguais oportunidades de crescer e de se desenvolver em qualquer área. Especificamente na educação e no comércio.

               É importante salientar que, embora os principais membros da família Medeiros tenha se revoltado contra Josefa de Araújo Lima, que enfrentou muitos desafios e adversidades, antes da Emancipação Política e muito mais depois, naquele dia, foi por intermédio dela que o povo de Japi se libertou e foi vitorioso.

              A porta foi aberta. Uma luz iluminou o caminho que pode levar até o alto da montanha do desenvolvimento moderno pautado na ciência e na tecnologia. A maioria dos menores junto ao maior naquele dia gritou. Viva a liberdade! Graças: a guerreira e a revolucionária heroína que lutou pela independência e pela liberdade do povo japiense.

               Dona Versinha era uma mulher de vigor, de capacidade e muito sábia. Ela percebeu que o núcleo de moradores de Japi para se desenvolver precisava se tornar município. Ela foi à luta, persistiu e conseguiu os seus dois principais objetivos. Tirar a localidade de Japi da dependência e sujeição imposta por um município e, também, da ditadura e da passividade de um sistema econômico agrário controlado pelos patrões.

               O ápice desta história ocorreu no dia 18 de maio de 1959, quando o Núcleo de Moradores de Japi viveu e evidenciou o maior fato histórico do município até os dias atuais. A Emancipação política. Nesse dia, o então governador do Estado do Rio Grande do Norte, Dinarte Mariz de Medeiros veio a Japi com muita honra e inaugurou o mais novo Município do Estado do Rio Grande do Norte e do Brasil. E, a partir daquele dia ficou marcado nas memórias dos japienses e nos livro de ata da Câmara dos deputados em Natal um dos maiores capítulos da história de Japi até o momento.

              Nesse dia, Josefa de Araújo Lima, Dona Versinha, foi nomeada pelas autoridades norte-rio-grandenses presentes naquele evento, principalmente pelo governador, Diarte Mariz de Medeiros, prefeita do Município de Japi. Ela foi, portanto, no dia 18 de maio de 1959, o primeiro gestor do poder executivo desta cidade.
Observação: É justo que o seu nome seja lembrado especificamente neste dia. Pela sua luta, pela sua dedicação ao povo de Japi, pela sua solidariedade e por tantos outros atos de bondade e trabalho em prol do progresso desta cidade.

              A senhora Dona Versinha foi uma pessoa acolhedora e amorosa para com aqueles ou aquelas que se chegavam a ela. Atuou e se dedicou efetivamente a favor das causas dos menos favorecidos quando necessitavam de ajuda pessoal ou nas áreas da: Educação, política, saúde, segurança, religião e outras. Nessas áreas, ela deixou vários legados que estão sendo praticados até hoje por algumas pessoas de sua família. Veja por áreas.
. Educação – Foi à primeira professora do município. Atuou nesta área, de 1939 a 1959. Entre os períodos de 1939 a 1959 assumiu uma escola pública (Escola Reunida Cel. Manoel Medeiros). Nessa escola, durante a semana, ele era professora, diretora e auxiliar de serviços gerais. A partir de 1959, quem assumiu este legado foi sua filha, Maria José de Medeiros (Dona Dedé, mãe de Roberto César). Dedé atuou até o final do século XX. Ela Iniciou como professora contratada pelo Estado e findou quando se aposentou como diretora. Quando se aposentou dirigia a Escola Estadual Coronel Manoel Medeiros I, aonde funcionava um ensino de primeira a quarta série do Ensino Fundamental.
               Logo após Dona Dedé, outra filha de Dona Versinha tentou seguir os passos da mãe. Foi a Senhora Maria Zélia de Medeiros, Dona Zélia. Esta, revolucionou, modernizou, inovou e desenvolveu a educação do Município nas décadas de 80 e 90 do século passado.
               Foi Zélia que trouxe as variantes modalidades do ensino de segundo grau para Japi.  Na década de 80 ela conseguiu com muito esforço implantar a modalidade do Logos II, Ensino supletivo magistério equivalente ao segundo grau. Em 1985 o ensino normal seriado de 1º ao 3º ano magistério. E, em 2000 o Ensino Médio, que funciona até hoje no prédio da Escola Severina Pontes de Medeiros. Zélia foi: professora, coordenadora pedagógica, Secretária de Educação deste Município e diretora da referida escola.

                Do início da década de 80 do século passado até a primeira década do século XXI, a neta de Dona Versinha, Rosângela de Medeiros, Danda de Ismael, dava continuidade a esse legado. Ela foi: professora, coordenadora pedagógico, diretora da Escola Estadual Coronel Manoel Medeiros II e Secretária de Educação deste Município. Depois, outros netos de Versinha foram diretores da E. E. Cel. Manoel Medeiros I: Maria Verônica de Medeiros e William de Medeiros (Uita).

                 Desde 1990, quem está reinando neste ofício é o neto de Versinha, Roberto César de Medeiros. Começou na função de professor, depois coordenador pedagógico e atualmente está na dirão da Escola Estadual cel. Manoel Medeiros II. Ensino Fundamental de 5º a 9º ano. E, já é pela segunda vez que ele assume a direção desta escola.

. Saúde – Nesta área Dona Versinha prestou relevante serviço aos moradores de Japi. Naquele tempo, nesta localidade era muito difícil o acesso à saúde. Quando alguém adoecia quem socorria era ela. Josefa Araújo de Lima agia como médica da época, enfermeira e parteira assistente. Quando o caso era muito grave ela dava um jeito de trazer de algum lugar, um profissional da área da saúde.

                 Anos mais tarde, ela comprou uma casa em Natal. Lá ela passava um tempo e outro tempo em Japi. Ela levava pessoas enfermas de Japi e apoiava nesta residência. Ela nunca deixou de cuidar das pessoas desta comunidade, embora nas décadas de 80 e 90 houvesse atendimento médico em Japi, todos sabem que até hoje, a maior parte dos pacientes são levados para serem atendidos em Natal.

                  Embora Dona Versinha tenha falecido em 10 de junho de 1997, este legado continuou com seu filho Tarcísio Araújo de Medeiros e com seu neto Róbson Wanderley de Medeiros, que até o dia de hoje, todos os dias, com exceção do domingo, eles levam a Natal em vários carros, pessoas que se encontram enfermas em Japi e, são apoiadas nesta casa. Isso é um dos maiores privilégios que o povo japiense contemplou, contempla e usufrui. Graças ao legado deixado e mantido pela família Araújo e Medeiros. Dizem que nos outros municípios não há esse privilégio. 

              Tarcísio Araújo de Medeiros é o casula da família, quando Dona Versinha faleceu ele era solteiro e morava com ela. Afinal, ele cuidou de sua mãe até o dia que ela morreu.  Ele aprendeu com ela e, se dedicou também a ajudar os enfermos de Japi, amenizando a dor e o sofrimento de quase todas as pessoas que adoecem em nosso Município, sem exceção de cor, raça ou partido. Este legado é o maior exemplo de solidariedade deixado por Josefa de Araújo Lima, que continua até o momento ativo por intermédio de seu filho, Tarcísio Araújo de Medeiros.
               Observação: Não conheço em nenhuma outra cidade do interior do R/N, o apoio e a assistência à saúde das pessoas de sua cidade, igual fazem os principais representantes da família Araújo, começando por Dona Versinha e até hoje, este ato de solidariedade e amor é realizado por Tarcísio Araújo.

. Política – Desde que casou e começou a se interagir no meio dessa gente Versinha se tornou uma das principais figuras humana nas inter-relações: sociocultural, religiosa, saúde, justiça e política. Com essas qualidades podemos dizer que ela foi a principal figura política em atividade desta localidade naquela época.
              Em 1958 ela elaborou o projeto de Emancipação Política de Japi, e, em 1959 foi vitoriosa quando Japi foi emancipado. Consequentemente, em 1959 ela foi nomeada a primeira prefeita de Japi.
              Depois dela veio outros prefeitos. Todavia, este legado foi um exemplo que ela deixou até os dias atuais. Tanto que em 1972, na campanha política, o seu filho, Pedro Araújo de Medeiros enfrentou o seu então opositor, “Pininu”. Pedro venceu e atuou como prefeito de 1973 a 1976 do Município de Japi.
               Em 1996, na campanha política, Tarcísio Araújo de Medeiros enfrentou o seu então opositor, o ex-prefeito Gentil Pinheiro. Tarcísio venceu e atuou como prefeito de 1997 a 2000.
               De julho de 2005 a 2008 Tarcísio assumiu novamente a prefeitura de Japi. Em 2008 Tarcísio Araújo apoiou o seu sobrinho Róbson Wanderley de Medeiros. Dessa vez, eles enfrentaram Jodoval Ferreira de Pontes. Róbson venceu e atuou de 2009 a 2012.
                Em 2012 Tarcísio apoio novamente Robinho, que enfrentou novamente Jodoval Ferreira de Pontes. Róbson Wanderley venceu e é prefeito de Japi até dezembro de 2016.
              Róbson é neto de Versinha e também mantem o legado que sua avó deixou até hoje. E, com isso, podemos evidentemente dizer que desde 1996 estamos vivendo um período político chamado, O domínio político de Tarcísio.

. Justiça – O novo Município precisava de representação e representantes na área da justiça. O primeiro passo foi dado quando em 1961 foi criado um cartório judiciário.
              Dona Versinha foi nomeada a primeira tabeliã. Ou seja. Ela foi a primeira representante da justiça no nosso Município. A segunda tabeliã foi sua filha, Maria de Lourdes de Medeiros. Anos depois, o seu genro, o senhor Nelson Lopes foi nomeado, oficial de justiça e o seu filho Pedro Araújo de Medeiros trabalhava no fisco. Embora fosse ligada a fazenda pública e fiscalização, de certa forma tinha ligação com a justiça social.
             Josefa de Araújo Lima desde o tempo da Emancipação manteve uma estreita ligação com o setor judiciário na capital do Estado.      
       
  
. Religião – Foi ela quem organizou a primeira festa de São Sebastião em Japi. Esta festa tinha como objetivo especifico de angariar recursos para construir a capela de São Sebastião junto ao núcleo de moradores.  Quando alcançou uma quantidade significativa ela deu início à obra que foi concluída nos períodos de 1945 a 1946.
              Além de Dona Versinha ter organizado a primeira festa de S. Sebastião ela deu início a todos os eventos ligados às festividades religiosas: procissão, Pastoris, bingos e shows com bandas de músicos; construiu a primeira igreja, organizou a primeira missa e as primeiras catequeses.
              Embora houvesse uma capela no alto São Sebastião, que foi construída em 1936 por Manoel José de Medeiros, essa capela tinha fins diferentes. Para enterrar os falecidos da família Medeiros.
Observação: Josefa de Araújo Lima foi sepultada no cemitério público de Japi.
              Em 1966 a capela que foi construída junto ao povoado, por volta de 1946 foi demolida. Dizem que foi por causa de um formigueiro. Esse formigueiro era muito grande e ninguém conseguia destrui-lo.
              Nesta época, aqui, Dona Versinha era a figura de maior influência na religião católica. Foi ela a pessoa que decidiu demolir a capela e foi ela que disse aonde deveria fazer outro templo católico. Embora tenha encontrado vários obstáculos e adversidades por parte de algumas pessoas influentes, quanto ao local da construção da nova e atual capela de S. Sebastião, o que prevaleceu foi a sua palavra e a capela foi construída aonde ela planejou. Na Rua Manoel Medeiros.
             
              
(BATISTA, Edson. JAPI, TERRA QUERIDA, Natal, 2016).
  
               Este texto foi transcrito do livro Japi Terra Querida, páginas 43,44,45,46 e 47,  que está sendo revisado pelo doutor, escritor e professor da Universidade Federal do Rio G. do Norte (UFRN), Dr. José Daluz.

               Este resgate cultural (o livro) estará todo em sua íntegra a disposição do povo japiense e nas livrarias do nosso Estado em breve.
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ISBN e Ficha Catalográfica em andamento.
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