quarta-feira, 13 de abril de 2016

Bancada do PP e PRB decidem votar a favor do impeachment de Dilma


O Partido Progressista (PP) decidiu hoje (12) declarar voto favorável à aprovação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. De acordo com o líder do partido e ex-ministro das Cidades do governo Dilma, Agnaldo Ribeiro (PB), a "ampla maioria" da bancada deliberou pela votação favorável ao impeachment no próximo domingo, na sessão da Câmara marcada para as 14h.

Ausente de praticamente todas as sessões da comissão especial do impeachment, o deputado Paulo Maluf (SP) foi um dos que votaram para que o partido apoie o pedido de afastamento de Dilma.

"A bancada do PP, depois de muitos debates, decidiu pela unidade e hoje sai unida. A decisão é histórica e leva à unidade do partido. Vamos sair daqui e comunicar ao presidente [Ciro Nogueira]". De acordo com o deputado Esperidião Amim (SC), 37 dos 49 deputados do partido votarão a favor da abertura do processo de impeachment. O deputado Sandes Júnior (GO), explicou, no entanto, que não haverá punição para os que não seguirem a orientação da liderança.

PRB, com 22 deputados, decide votar pelo impeachment de Dilma no domingo

A bancada do PRB na Câmara decidiu, por unanimidade, na noite de hoje (12), em reunião com o presidente da legenda, Marcos Pereira, votar a favor do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que recomenda o prosseguimento do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A votação no plenário da Câmara está marcada para o próximo domingo (17), a partir das 14h.

Com 22 deputados, o PRB fazia parte da base do governo com o ministro do Esporte, George Hilton, até o último dia 16 de março, quando ele deixou o cargo. Em nota, o partido criticou o que chamou de “mera distribuição fisiológica de espaços no governo”.


“Os republicanos estão convencidos de que é a hora de reestabelecer os fundamentos da nação, concertar os equívocos, enfrentar e realizar as reformas e preparar o caminho para o crescimento do país. Lamentavelmente, a presidente Dilma Rousseff e o seu partido, o PT, não mais reúnem condições políticas de liderar esse grande desafio”, diz trecho de nota assinada pelo presidente da legenda e a bancada no Congresso.


Da Agência Brasil