quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Tumba de rainha do Egito pode dar pistas sobre profecia apocalíptica

Um grupo de arqueólogos encontrou a tumba de uma família real do antigo Egito que pode ter dado início a uma nova profecia sobre o fim do mundo. Segundo a equipe do Instituto Tcheco de Egiptologia a época em que a rainha Khentkaus III viveu tem semelhanças muito grandes com o período em que vivemos agora.

A equipe encontrou o túmula da rainha no final do ano passado, e notou que seu crânio estava quebrado – não pelo resultado de um assassinato, mas por causa de exploradores ilegais que entraram no local. Segundo a equipe, o período em que a rainha viveu, há 4,500 anos atrás, tem muitas semelhanças com o mundo de hoje em dia.

A rainha Khentkaus III governou numa época em que o Egito era extremamente rico e poderoso, mas nos dois séculos seguintes a sua morte, o país começou a ‘morrer’: o rio Nilo secou e a mudança climática destruiu o país, o que levou a desintegração do estado.

Especialistas dizem que o mesmo pode acontecer em um futuro próximo, com o aumento das mudanças climáticas. O professor Miroslav Barta explicou: “Foi um período crucial em que o antigo reino começou a enfrentar fatores críticos: a chegada da democracia, o impacto do nepotismo e o papel de grupos de interesse nos governos. Isso contribuiu para a desintegração e o fim da era dos construtores de pirâmides”.

Junto com a tumba da família real, os pesquisadores também encontraram antigos artefados, incluindo vasos que podem dar ainda mais pistas sobre o passada. O professor Barta explica que essas informações podem ajudar a comunidade científica a entender que a humanidade não mudou tanto desde aquela época. “Ao estudarmos o passado podemos aprender mais sobre o presente. Não somos tão diferentes [deles]. Pessoas sempre pensam que ‘o tempo é diferente’, e que somos diferentes, mas não somos”, analisou.